Machismo Não Vai Mais Passar Despercebido.
- Preto no Metal

- 13 de mai. de 2025
- 2 min de leitura
Faz tempo que quero falar sobre assédio – e na cena do metal, isso me revolta ainda mais. Talvez por já ter sido vítima de abuso. Talvez por estar cansada de homens fazendo merda e colocando a culpa na bebida ou na droga. Ou talvez por ver amigos passando pano, relativizando condutas inaceitáveis.
Todo mundo erra, sim. Mas o mínimo é assumir o erro, pedir desculpas — e não ameaçar a vítima, que muitas vezes acaba se calando por medo.
Já passou da hora de entender que "brincadeira" que machuca não é brincadeira.Que assédio nem sempre é físico — e hoje, com redes sociais, ele pode vir de qualquer lugar.
Assédio também é insistência. É ficar mandando mensagens tentando forçar algo. É o “oi, sumida” insistente, é perseguir, é perturbar a mina no rolê.
Não é não. E ponto.
Muitas mulheres vêm se unindo, de forma ainda informal, pra enfrentar esse tipo de comportamento nojento. Somos mães, amigas, profissionais — e não vamos mais tolerar homens escrotos e sem escrúpulos.
Importunação sexual agora é crime
Desde a Lei 13.718/18, importunação sexual é crime, com pena de 1 a 5 anos de prisão.Ela se configura quando alguém, sem consentimento, comete ato libidinoso para satisfazer desejo próprio ou de terceiros. Não precisa haver violência (como no estupro), mas o ato não pode ser desejado pela vítima.
Diferenças importantes:
Estupro (art. 213): há violência ou ameaça.
Assédio sexual (art. 216-A): envolve abuso de poder no trabalho (como um chefe exigindo favores sexuais).
Importunação sexual (art. 215-A): ato libidinoso sem consentimento, mas sem violência — como passar a mão, encoxar, roubar beijo, etc.
O que fazer?
Se acontecer, procure imediatamente ajuda: policial próximo, patrulha ou delegacia. Registre Boletim de Ocorrência. Ligue 180 ou 190.Se estiver em transporte público, peça ajuda aos passageiros e, se possível, impeça que o agressor fuja.
Texto Por Indy Lopes



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